Debate na Rede Amazônica: candidatos ao Senado no AP discutem exploração de petróleo e privatização de saneamento e energia

  • 26/09/2026
(Foto: Reprodução)
Candidatos ao Senado durante debate na Rede Amazônica no Amapá. Isadora Pereira/g1 O debate promovido pela Rede Amazônica nesta sexta-feira (25) entre candidatos ao Senado pelo Amapá foi marcado por discordâncias quanto aos temas ligados à privatização do saneamento e energia e à exploração de petróleo na Foz do Amazonas (veja a íntegra do vídeo do debate acima). Os candidatos também debateram temas como: funcionalismo público e habitação (veja, mais abaixo, vídeos de cada tema). O debate foi mediado pela jornalista Daniela Branches e transmitido ao vivo, de Macapá, pelo g1 Amapá e pela Rádio CBN. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Quatro candidatos participaram do debate: Acácio Favacho (MDB), Alliny Serrão (União Brasil), João Alberto Capiberibe (PSB), e Randolfe Rodrigues (PT). Já Lucas Barreto (PSD) e Rayssa Furlan (Podemos) não compareceram e nem justificaram a ausência . VEJA TUDO SOBRE ELEIÇÕES NO AMAPÁ A Rede Amazônica convidou os candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional, conforme preconiza o artigo 46 da Lei 9.504/97 (Lei das Eleições) (veja lista completa dos candidatos ao Senado no AP). Cada candidato teve 30 segundos para fazer a pergunta a um outro candidato de livre escolha. O candidato escolhido teve 1 minuto e 30 segundos para responder, depois, mais 1 minuto e 15 segundos para a réplica, e mais 1 minuto e 15 segundos para a tréplica. O debate foi dividido em três blocos: um de tema livre, um de tema determinado e outro de tema livre. No bloco de tema determinado, a produção do debate sorteou os seguintes temas: Funcionalismo Público; Habitação Empreendedorismo; Setor Primário (Agro). Bloco 1 O bloco inicial de temas livres contou com dois embates principais entre os candidatos presentes: No primeiro bloco, os candidatos ao Senado pelo Amapá participaram de um debate de tema livre. A mediação destacou a ausência de Lucas Barreto (PSD) e Rayssa Furlan (Podemos), o que exigiu ajustes nos tempos do confronto, e relembrou a possibilidade de pedidos de direito de resposta. Por ordem de sorteio, o candidato Acácio Favacho (MDB) abriu a rodada questionando a ausente Rayssa Furlan sobre suas propostas para Macapá. Em seguida, direcionou sua pergunta ao candidato Randolfe Rodrigues (PT), cobrando atuações contra as altas tarifas de água e luz no estado. Em resposta, Randolfe criticou as privatizações na energia e saneamento básico, posicionando-se contra essas medidas, e destacou a aprovação de uma emenda de sua autoria para conter reajustes na conta de energia. Em réplica, Acácio defendeu o investimento em energia solar nos conjuntos habitacionais e criticou repasses à distribuidora, enquanto Randolfe, na tréplica, reforçou seu posicionamento contrário às privatizações e cobrou atuações do adversário em Brasília. Dando sequência, a candidata Alliny Serrão (União Brasil) questionou Acácio Favacho sobre suas propostas para as mulheres. O candidato citou ações voltadas à saúde, como a telemedicina, e a habitação para mães atípicas e solo. Alliny rebateu ressaltando sua atuação na Assembleia Legislativa em pautas de combate à violência contra a mulher e defendeu maior rigor legal e monitoramento de agressores. Na tréplica, Acácio argumentou que a parlamentar deveria ter destinado mais recursos orçamentários executivos para consolidar essas políticas públicas. Na terceira rodada, João Capiberibe (PSB) questionou Alliny Serrão sobre seu voto favorável à privatização da CEA e da Caesa. A candidata defendeu sua trajetória de fiscalização das concessionárias para garantir serviços de qualidade. Capiberibe criticou severamente o processo de privatização dos serviços essenciais, classificando-o como um prejuízo financeiro à população, enquanto Alliny reafirmou seu compromisso em debater a redução da tarifa energética no estado. Encerrando o bloco, Randolfe Rodrigues dirigiu uma pergunta ao ausente Lucas Barreto sobre sua posição contrária ao fim da escala 6x1 e, em seguida, questionou João Capiberibe sobre os impactos da recente descoberta de petróleo na Foz do Amazonas. Capiberibe alertou para a necessidade de cautela quanto à viabilidade econômica da exploração e defendeu o investimento imediato na bioeconomia e na floresta em pé para gerar empregos. Por sua vez, Randolfe destacou a criação da Universidade Federal da Fronteira em Oiapoque para qualificar a juventude e defendeu que os recursos do setor tragam retornos diretos à população amapaense. Esta reportagem está em atualização* Eleições 2026 no g1 Arte/g1 VÍDEOS com as notícias do Amapá:

FONTE: https://g1.globo.com/ap/amapa/eleicoes/2026/noticia/2026/09/26/debate-candidatos-senado-ap.ghtml


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